Foi por pouco

agosto 2, 2010
Por William Kayser

O pneu foi direto no box da Williams

O incidente não foi tão comentado, mas a roda traseira direita da Mercedes de Rosberg voou no pit lane húngaro. Enquanto o mecânico encaixava a porca com a pistola automática, ele percebeu que algo estava errado. Está foi a informação segundo Ross Brawn sobre o fato. O chefe da equipe disse que o funcionário percebeu o erro, mas quando foi trocar de ferramenta o carro foi liberado.

Rosberg teve que abandonar o GP da Hungria

Não deu outra. O pneu da Mercedes saiu vagando entre pessoas, boxes e carros. O erro quase custou a vida de um funcionário da Williams. Nigel Hope foi atingido pelo pneu desgovernado e caiu. Logo ele foi levado ao centro médico e teve alta. Enquanto a corrida seguia, o mecânico teve tempo de voltar e seguiu o trabalho no box.

Pelo incidente que quase se tornou tragédia, a equipe alemã foi multada em cerca de 50 mil dólares. Foi um final de semana para ser esquecido pela Mercedes. Não bastasse o problema no pit stop, Schumacher também foi punido no duelo com Rubinho. Ele terá 10 posições acrescidas na próxima corrida, daqui três semanas, na Bélgica.

Apesar do susto, Hope não sofreu nada


“Ele parou por 3 anos e é o mesmo cara”, diz Barrichello

agosto 1, 2010

O alemão espremeu Rubinho na parede

Sim, o brasileiro aproveitou e desabafou após a ultrapassagem para cima de Michael Schumacher. Para a revista eletrônica Autosport, Rubinho falou sobre diversos assuntos. Um deles de que não vai conversar sobre nada com o heptacampeão. Além disso avisou que mesmo com o tempo longe da F1, Schumi não mudou nada.

A notícia importante envolvendo a ultrapassagem de Barrichello, na volta 66, foi a punição para o alemão. Schumacher não terá que pagar nenhuma multa ou muito menos teve segundos acrescidos ao final da corrida. A FIA acertou desta vez. Ele vai perder 10 posições no grid de largada para o GP da Bélgica, em Spa.

Barrichello deixou Schumacher para trás e soltou o verbo

A punição foi importante, já que atrapalha toda a corrida de Schumacher para o próximo Grande Prêmio e a manobra não passara em branco. Mesmo assim, em entrevista para a mesma mídia, o alemão avisou que entendeu a penalização, mas que acredita que não fez nada de errado na ultrapassagem.


Presentes para eles

agosto 1, 2010
Por William Kayser

O melhor carro recebeu o agradecimento

Já não bastava a marca de 100 GPs da RBR, Mark Webber completava 150 corridas. Porém, o alinhamento de grid dava notória vantagem para Sebastian Vettel. Só ele mesmo para deixar de vencer. Uma tal lambança, que já aconteceu em outras corridas, poderia ser o fator decisivo para o alemão. No intuito de ajudar Webber, o Baby Schumi foi punido, perdeu a liderança e ainda deu o “presentaço” para o parceiro.

“Eu estava dormindo na relargada, não vi as luzes. Achei que tínhamos mais uma volta. Perdi o momento certo”, explicou Vettel, em entrevista coletiva transmitida pelo Sportv, ao fim da prova. Ao certo parecia uma ajuda à Webber, que precisa abrir vantagem de Alonso. O alemão preferiu não dar muito valor ao que fez. Ele simplesmente segurou o espanhol na relargada e foi punido com drive through na volta 32.

Prova

Alonso quase passou Vettel na largada

Enquanto Massa era o 4º, sem muito que fazer para lutar pela vitória, o posto de campeão pulava de mão em mão. Vettel abria vantagem após a largada. Alonso era segundo, após péssima largada de Webber. Com um pedaço da asa de Liuzzi no meio da pista, os comissários optaram por Safety Car. Apenas Barrichello – de pneus duros – e Webber – com macios – seguiram na tocada, sem entrarem ao pit lane.

O pneu do alemão quase acertou mecânicos

A partir daí, a confusão foi geral. Rosberg perdeu um dos pneus – porca mal instalada. Enquanto isso, Kubica, orientado errado, saiu da parada e bateu em Sutil. Mais dois pilotos fora da briga por pontos. Após a rodada de paradas que a F1 teve a relargada.

Os acidente foi na frente do box dos pilotos

Com a ação de Vettel, o piloto tomou a punição. Foi quando a vitória passou para Alonso. Webber teria que ser perfeito e estar no melhor carro para abrir muita vantagem com relação ao piloto da Ferrari. Não deu outra. O australiano andou por mais de 40 voltas com pneus macios. Abriu larga distância, fez a parada de troca de pneus e voltou na liderança da prova.

Rubinho ainda teve tempo para dar show na volta 66. Sem sorte com o Safety Car – o brasileiro não parou no momento certo –, Barrichello ultrapassou de maneira brilhante o heptacampeão do mundo, Michael Schumacher. A Mercedes saiu da Hungria sem nenhum ponto. O alemão ainda deve receber punição, pois tentou jogar o piloto da Williams no muro.

Boa Rubinho!

Com a 4ª vitória, contra duas de outros concorrentes, Webber assumiu a liderança. Beneficiado com os problemas técnicos no carro de Hamilton – que abandonou –, o piloto da RBR está na ponta da tabela do mundial com 161 pontos. O inglês está 4  atrás, seguido por Vettel com 151. Entre os construtores, a RBR tomou a 1ª posição da McLaren, 312 contra 304.

1º Mark Webber/RBR Vencedor

2º Fernando Alonso/Ferrari +17.8 secs

3º Sebastian Vettel/RBR +19.2 secs

4º Felipe Massa/Ferrari +27.4 secs

5º Vitaly Petrov/Renault +73.1 secs

6º Nico Hulkenberg/Williams +76.7 secs

7º Pedro de la Rosa/Sauber + 1 VOLTA

8º Jenson Button/McLaren + 1 VOLTA

9º Kamui Kobayashi/Sauber + 1 VOLTA

10º Rubens Barrichello/Williams + 1 VOLTA

17º Bruno Senna/Hispania + 3 VOLTAS

18º Lucas di Grassi/Virgin + 4 VOLTAS


Não deu outra

julho 31, 2010
Por William Kayser

Mais uma pole de Vettel: lambança na largada?

Os favoritos estão na frente – e muito. Sebastian Vettel, como previsto ontem, cravou a melhor volta do final de semana e fez mais: o recorde da pista foi marcado com 1:18.773. Mark Webber ficou com o segundo lugar. Atrás das RBRs, a Ferrari dominou a fila 2. Alonso sai na frente de Massa.

A RBR só não largou uma vez na pole em 2010

As funções aerodinâmicas são muito importantes em circuitos travados, como na Hungria. Este fator fez a RBR sobrar nos tempos – tem tudo para ser assim amanhã. Enquanto isso, algumas outras equipes estão tendo trabalho para encontrar o acerto ideal. McLaren e Mercedes estão longe dos primeiro tempos. Com alguns erros, Jenson Button não passou para a Super Pole. Schumacher também ficou no Q2 e larga em 14º.

As duas Renaults andaram muito bem. Sem sombra de dúvida o carro francês se adaptou muito ao traçado de Hungaroring. Não tão forte como era o esperado, a Williams chegou apenas com Hulkenberg entre os 10. Barrichello reclamou de problemas no pneu e não conseguiu classificação para a fase final do treino.

A Virgin, com Glock, foi a melhor das pequenas

Duas gratas surpresas aconteceram: entre os melhores tempos, Pedro de la Rosa larga na 9ª posição, enquanto o companheiro, Kamui Kobayashi, não passou nem do Q1. O japonês está na 23ª posição – foi punido. Entre as consideradas pequenas, Timo Glock fez faíscas voarem na pista, deu tudo do carro e marcou um tempo melhor ao da Lotus de Kovalainen: 1:24.050 contra 1:24.120.

Fernando Alonso larga ao lado de Felipe Massa

Espero alguma surpresa na largada ou no clima húngaro amanhã. Caso contrário, a prova tem alguns fatores que podem predominar uma corrida monótona: ponteiros muito superiores aos demais e uma pista com poucos pontos de ultrapassagem. É torcer pelo imprevisível.

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR) 1m18s773
2 – Mark Webber (AUS/RBR) 1m19s184
3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1m19s987
4 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1m20s331
5 – Lewis Hamilton (ING/McLaren) 1m20s499
6 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1m21s082
7 – Vitaly Petrov (RUS/Renault) 1m21s229
8 – Robert Kubica (POL/Renault) 1m21s328
9 – Pedro de la Rosa (ESP/Sauber) 1m21s411
10 – Nico Hulkenberg (ALE/Williams) 1m21s710

11 – Jenson Button (ING/McLaren) 1m21s292
12 – Rubens Barrichello (BRA/Williams) 1m21s331
13 – Adrian Sutil (ALE/Force India) 1m21s517
14 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) 1m21s630
15 – Sebastien Buemi (SUI/STR) 1m21s897
16 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) 1m21s927
17 – Jaime Alguersuari (ESP/STR) 1m21s998

18 – Timo Glock (ALE/VRT) 1m24s050
19 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus) 1m24s120
20 – Jarno Trulli (ITA/Lotus) 1m24s199
21 – Lucas di Grassi (BRA/VRT) 1m25s118
22 – Bruno Senna (BRA/Hispania) 1m26s391

23 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) 1m22s222 (punido)
24 – Sakon Yamamoto (JAP/Hispania) 1m26s453


Com a cara da RBR

julho 31, 2010
Por William Kayser

Amanhã deve vir mais uma pole

A pista de Hungaroring é travada, sem longas retas. Estas características fizeram com que equipes como a Red Bull tirassem o duto de ar. Aerodinamicamente quem se dá melhor na Hungria é o carro mais trabalhado, independente da força do motor. Com as invenções de Adrian Newey, a equipe austríaca já dominou os dois primeiros treinos livres e surge como favorita no final de semana.

O espanhol defende as cores da Sauber

A prova deste domingo ainda tem um clima especial. É o 25º aniversário do GP húngaro. Algumas provas conturbadas já aconteceram por lá, como a primeira vitória de Jenson Button – em 2006. Naquele mesmo ano, o rapaz da foto chegou ao pódio pela primeira vez. Ainda na McLaren, Pedro de la Rosa recebeu a única taça da carreia na F1.

Sebastian Vettel fez o melhor tempo nos dois treinos. A volta mais rápida da sexta-feira foi, obviamente, dele: 1:20.087. Mais uma vez a Ferrari está na disputa com a RBR, mas um pouco atrás. A McLaren ainda precisa melhorar muito, já que não conta com as grandes retas que favorecem o potente motor Mercedes.

Petrov andou forte nesta sexta... até demais

A princípio Renault e Williams estão mais rápidas que a Mercedes de Schumacher. Robert Kubica foi o 3º do TL1 e Vitaly Petrov o 5º do TL2. O brasileiro Rubens Barrichello também fez bonito. A equipe Williams decidiu não retirar o duto de ar e conseguiu boas voltas com os dois pilotos. Rubinho só ficou atrás de Vettel, Webber, Kubica e Button no primeiro treino.

Nenhum piloto errou bruscamente nos treinos

Os treinos livres de sexta-feira podem enganar demais, já que a quantidade de combustível nos carros não é revelada. Apesar disso, a RBR cravou meio segundo de diferença com relação a Ferrari. Por milésimos não fez a dobradinha nas duas sessões. Amanhã, pelo que fez hoje, Sebastian Vettel é o favorito. Seja ele ou Webber, a pole não parece que sairá do colo da RBR.

 Treino Livre 1

 1º Vettel – RBR – 1:20.976

2º Webber – RBR – 1:21.106

3º Kubica – Renault – 1:22.072

4º Button  – McLaren – 1:22.444

5º Barrichello – Williams – 1:22.601

6º de la Rosa – Sauber – 1:22.764

7º Alonso – Ferrari – 1:22.772

8º Rosberg – Mercedes – 1:22.777

9º Schumacher – Merecedes – 1:22.792

10º Hulkenberg – Williams – 1:22.966

12º Massa – Ferrari – 1:23.007

22º di Grassi – Virgin – 1:26.686

23º Senna – Hispania – 1:26.990

Treino livre 2

 1º Vettel – RBR – 1:20.087

2º Alonso – Ferrari – 1:20.584

3º Webber – RBR – 1:20.597

4º Massa – Ferrari – 1:20.986

5º Petrov  – Renault –  1:21.195

6º Hamilton – McLaren – 1:21.308

7º Kubica – Renault –  1:21.375

8º Hulkenberg – Williams – 1:21.623

9º Button – McLaren – 1:21.730

10º Schumacher – Merecedes – 1:21.773

12º Rubens Barrichello – Williams – 1:21.844

21º di Grassi – Virgin – 1:25.669

22º Senna – Hispania – 1:26.745


“Sakaram” o Karun

julho 28, 2010
Por William Kayser

O japonês segue com uma vaguinha na HRT

Sim, o dinheiro vale muito. Por isso não coloquei o título como: “A grana falou mais alto” ou “O poder do din-din”, já que isso é óbvio. Muitas vezes as pessoas fazem o inimaginável por dinheiro. Uma pena… mas o assunto aqui é outro: F1. A notícia é sobre o tal tema. A Hispania, time de Bruno Senna, seguirá com Sakon Yamamoto em um dos carros.

O japonês, que já pilotou a Super Aguri e a Spyker, segue no cockpit da HRT. Ele tomou o lugar de Senna, na Inglaterra, e ocupou o carro de Chandhok no último GP, na Alemanha. No próximo final de semana temos o famoso circuito de Hungaroring. Pelas previsões, quem fica de lado para a entrada de Yamamoto será o indiano.

Contratado como "3º piloto", ele chega ao "3º GP"

Sem muito o que fazer, a Hispania deixa Senna – sempre mais veloz que os dois – com uma das vagas. A outra fica incrementada com os cerca de 30 milhões – em reais – vindos dos patrocínios de Yamamoto. A equipe afirma que Chandhok ainda correrá pela equipe este ano.


Quadro: PiPoCa

julho 28, 2010

Por William Kayser

Em Cartaz: Os fantasmas de Scrooge

Tema de Hoje: Alonso X Massa

Áustria 2002: a troca mais discarada da história

A história voltou a assombrar o Brasil. Não os mesmos personagens, mas o mesmo diretor. A Ferrari, mais uma vez, privilegiou o piloto com vantagem no mundial. Desde o fantasma de 2002, quando Barrichello cedeu a posição para Michael Schumacher, o jogo de equipe nunca foi tão descarado.

A troca em 2002 foi na bandeirada final

No filme em cartaz, Scrooge recebe a visita do fantasma do sócio – obviamente, já falecido. O homem rico e maldoso é informado que receberá três espíritos: O Natal passado, presente e futuro.

Se olharmos para trás, vemos inúmeros casos recentes deste tipo de troca de posição. Ocorreu muito na McLaren, entre 1998 e 1999, com Hakkinen e Coulthard. Era filosofia da equipe inglesa não permitir as lutas internas, já que isso prejudicaria na briga pelo título mundial.

Ao entrar na reta, Massa tirou o pé do acelerador

Em setembro o julgamento será feito para punir ou não a Ferrari com relação ao campeonato – a multa em dinheiro já existe. Espero que o conselho da FIA, que decidirá isso em Paris, tenha bom senso e não permita o jogo de equipe descarado. É o momento de acabar com o fantasma da F1 futura, antes que seja tarde e o esporte seja marcado por manipulações atrás de manipulações.

Com a mudança, Alonso venceu a 2ª no ano